Ganhei um anel de dia das Mães, mas sendo meu dedo pequeno demais e o anel enorme o joalheiro afirmou categoricamente que não podia fazer a redução do anel, porque ia estragar, ‘implorei’ mais não ouve jeito, então tá, fazer o que, o jeito foi me conformar.
Troquei por um brinco, recebi o restante do dinheiro [coisa rara no Brasil] e tudo legal... Legal nada né, queria e quero o anel.
Aí pensei na conformidade das coisas... E andando pelo shopping, apareceram várias “fadinhas”, o que tinha de pequenas e lindas menininhas sentadinhas comendo, correndo, perambulando com seus cachos, suas botinhas; e seus vestidos longos, um festival aos meus olhos, já que gosto tanto de crianças...
Uma delas, a primeira que me chamou a atenção, estava sentada tomando um lanche, quando de repente se agitou, largando tudo espalhafatosamente [com seus 3 ou 4 anos], e quase aos berros, disse:
---- Tô com calor, muito calor; retirando uma das blusas que a agasalhava... A mãe correu até ela aflita, temerosa [mãe é assim, a gente sente frio e agasalha o filho, natural, instinto de proteção esmerada e muitas vezes, exagerada].
Logo adiante outra ‘fadinha’ correndo, a babá correndo atrás, a mãe um pouco ‘distante’, notava-se o engodo que a maternidade também gera em nós mulheres. É gostoso e bom ser mãe, mas somos mulheres sensíveis e frágeis e tão fortes ao mesmo tempo, que nos embaralhamos na conformidade de ser mãe...
Depois, fui ver um filme com minha filha, ótimo por sinal, e ali sentada assistindo o filme, me deparei novamente com o conformismo das coisas que não podemos mudar...
Pessoas falando quase que o filme todo, e me pergunto:
--- Por que cargas d’água o povo vai ao cinema e fala mais que a boca?
Porém, cheguei à conclusão que se conformar pode ser bom pra não enfartar, mas que é um pé no saco é...
Eu devia ter ‘gritado mais, me conformado menos... ’ e devo aprender a dar menos importância a coisas pequenas... Mas que deu vontade de berrar que nem a menininha, ah... Isso deu!
TEXTO: Solange Mazzeto
sábado, 29 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
PLUMA

suave boca
que refrigera
a alma
flutua luz
por onde
ecoa
simples som
que a pedra ouve
busca lenta
a madrugada
texto by Solange Mazzeto
DESCONHEÇO A AUTORIA DA IMAGEM
sábado, 15 de maio de 2010
Tão diferente e tão igual
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Rubem Alves do universo à jabuticaba
Gosto de ponto e vírgula e de jabuticaba. Me dei ontem de presente o mais novo Livro do Rubem Alves, que se chama: Rubem Alves do universo à jabuticaba. Outra coisa que gosto muito de usar é crase, mesmo que não esteja certo, eu a coloco, pra depois tirar, será teimosia?
Portanto o título do livro me chamou a atenção de tal maneira, que estando na FNAC, eu só vi o livro dele postado na prateleira, a me esperar... derradeiro!
Rubem Alves, no começo me chamou a atenção pelo M do final do nome, achei exótico, diferente e pensei, vou ler sobre esse cara, então achei o site dele, e a primeira crônica que li foi sobre cozinhar, que é uma ‘terapia’ que vez ou outra eu gosto, cozinhar a luz da lua, cozinhar pra quem se ama, inclusive cozinhar pra mim mesma, quando solitária, mas não sozinha, então separo tomates frescos, ervas de minha horta, espaguete al dente e ali está meu espaguete quentíssimo servido pra mim, arrumadinho, e muito parmesão ralado e com um vinho do porto pra ser chique, mas pura mentira, porque faço uso do refrigerante escuro e bem gelado com gelo e sem limão...
Enfim, voltando ao Rubem Alves, gosto de ler o que ele escreve, pra mim é de fácil digestão, de assimilação perfeita, é como se as palavras dele dançassem no meu ventre nascido do meu macio colo e do mole coração que tenho.
É um amor de longe, não o conheço pessoalmente, mas o que quero o que me falta é vê-lo e pedir um autógrafo...
Diz Rubem Alves que temos desejo do que não temos então meu desejo ao universo é que ouçam e atendam meu pedido, quero conhecer o Rubem Alves, e se for à época das jabuticabas, sentar ao lado dele, quem sabe na sombra de ipês amarelos saboreando jabuticabas numa vasilha vermelha...
TEXTO E IMAGEM: by Solange Mazzeto
domingo, 9 de maio de 2010
Nem penso, nem cismo

há um canto
onde a vida se faz bela
onde a tristeza não tem vez
há um lugar dentro de mim
onde o bem se faz maior
onde a presença do Divino
clareia e abastece
meu som interno
e me [re]veste...
é nesse regato suave
que
nem penso, nem cismo
apenas insisto
em existir
texto by Solange Mazzeto
IMAGEM: CLAUDE MONET
Fase-de-ser Mãe

Ser mãe, é ser chata, é o papel da mãe, a chatice exacerbada. Já dizia meu querido Dr. Castro!
---- Coloca casaco, tá frio, leva o guarda-chuva, vai chover... Se alimentou? Não pode sair de casa com o estômago vazio. Cuidado com a friagem, não senta no chão frio... Olha o sol tá ardido, coloca um boné... Não lava o cabelo agora, deixa pra amanhã, que agora está tarde demais...
Deixa contar uma coisa: fiz uma personagem que era uma mãe altamente preocupada, e no final da peça, surge diante de mim, um homem já formado, e me fala:
---- Obrigado viu? Eu revivi [durante a peça] momentos com minha mãe, eu quase chorei, eu vi em você a minha mãe, e senti muita falta das “chatices” dela. Sabe eu odiava todas essas recomendações, mas agora que não a tenho, sinto falta, mas só me dei conta da dor agora...
O olhei, vi seus olhos marejados, e o que disse a ele? Nada, só o abracei, e dei um pouco de amor da mãe que sou e da personagem que ainda estava tão latente em mim.
Eu como mãe, não sou perfeita e nem tenho síndrome de super heroína [já tive], mas aprendi e ainda aprendo a não super-mãe-maravilha. Aprendi e ainda aprendo que pra ser uma boa mãe, a gente precisa ser legal antes com a gente mesmo, gostar de quem se é. Se amar, valorizar o que somos, porque exemplo, é melhor que mil palavras, e nós somos tudo meio macaquinho imitador...
Um beijo meu a todas as mães, a todas que conseguiram passar pelo turbilhão de ‘hormônios falantes’ e estão aqui suando a camisa, e sorrindo, apesar de todos os pesares, e curtindo o passeio dessa
fase-de- ser-mãe.
Texto e Imagem: Solange Mazzeto
sexta-feira, 7 de maio de 2010
O que foi, será...
O que foi, será. O que aconteceu, acontecerá. Mesmo que se diga: Isso é novo – eis que já aconteceu em outros tempos, muito antes de nós. Nada há de novo debaixo do sol. (Ec.1.8-10).
Não há ateu...
Não há ateu que vendo o filho doente em perigo de morrer, não invoque os poderes do outro mundo...
Assim é comigo: meus filhos me obrigam a olhar para cima e a invocar os deuses.
Rubem Alves
Assim é comigo: meus filhos me obrigam a olhar para cima e a invocar os deuses.
Rubem Alves
Rubem Alves
O mestre não é aquele que anuncia saberes. É aquele que seduz os seus aprendizes para o fascínio do mundo.
Rubem Alves
Cada momento de luz ou de treva
É para mim um milagre
Se quiser, o texto na íntegra http://www.rubemalves.com.br/espiritualidade.htm
É para mim um milagre
Se quiser, o texto na íntegra http://www.rubemalves.com.br/espiritualidade.htm
Cecília Meireles
Se, no teu centro
um Paraíso não puderes encontrar,
não existe chance alguma de, algum dia,
nele entrar.
um Paraíso não puderes encontrar,
não existe chance alguma de, algum dia,
nele entrar.
Tira e recoloca
ele
é
todo másculo
tira meu fôlego,
recoloca...tira...recoloca...
geme
diz meu nome
[no sussurro do abraço]
e canta pra eu crer
que ainda é bom
viver
by Solange Mazzeto
é
todo másculo
tira meu fôlego,
recoloca...tira...recoloca...
geme
diz meu nome
[no sussurro do abraço]
e canta pra eu crer
que ainda é bom
viver
by Solange Mazzeto
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