domingo, 4 de março de 2012

Ele, ela, os dois




Ele veio e disse de novo... olá, ela sentiu de novo... prazer, falaram... Coisas banais misturados com perguntas bobas de desejos interpessoais.
E teve um ‘’ vamos sair’’
E teve dois ‘' sim’’
No tanto de energia magnetizada; ela travou a partida antes do pênalti, ele desviou a bola antes do gol
Sem esperarem o final do jogo, tampouco o apito do juiz

Melhor assim? Sei lá...
Ela não chorou?!
E ele? chorou?!

Talvez tenham chorado pela fumaça através dos faróis da chuva

Ela raciocina agora, bem mais leve
E, sente que não vale a pena mesmo, ele... ela, os dois... Ou vale?


TEXTO: Solange Mazzeto
DESCONHEÇO A AUTORIA DA IMAGEM

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Pra mim é isso!

O Teatro pra mim, é a arte líquida que corre pelas minhas veias e salienta quem sou, porque burila com sua oxigenação espaços inimagináveis.


Solange Mazzeto

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Figura da vida

era tiro e queijo, moeda e beijo
era algo indefinível
sem culpa, sem sentido

veio a onda
desceu a raiva

rumo sem nexo
pinga usada
bengala gasta

vida vasta
caiada de sal
...
figura da vida


by Solange Mazzeto

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Quando se está amando




A gente fica meio adolescente quando tá amando, a gente fica mais feminina e sabe falar melhor, e chorar menos, porque tá com o sonho na ponta do dedo, fica assim meio boba perante os outros que não estão na mesma vibe, mas é tudo tão divertido, que o riso se faz farto, alto. E os trejeitos desajustados do povo? Ah...nem ligo, tô 'alta' feito adolescente na vida, meio super menina, que não corre perigo, que não tem medo da altura do beijo...


Texto e fotografia: Solange Mazzeto

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Do gosto

gosto da melodia dos passos infantis

O presente




O presente tão querido estava ali, ao alcance da alegria.
Os olhos lá no passado, não via.
Texto--- ANA JÁCOMO

Imagem: Solange Mazzeto

sábado, 11 de fevereiro de 2012

O mundo é troco de bar

viajei léguas,
adormeci séculos
derrubei
lágrima de ferro

cuspi no pão
suspirei de paixão
bebi
água apodrecida

cansei, suei,
me testei
testei você,
dei murro em teu coração
deixei marca de mordida,

pulei muros,
esmurrei paredes
destruí pontes,

fiz amizade
inimizade
também fiz

destilei veneno
vendi a alma por ‘n’ vezes

me habituei a mentir
diante da eternidade

sofri bocados
me arrependi,
cedi
dei força,
ouvi lágrimas

vivi,
vivo e continuarei fazendo o caminho
sim, no singular mesmo,
existe só um caminho pra não voltar ao mundo em troco de troco de bar...


by Solange Mazzeto